A estimativa inicial do Rabobank para a produção brasileira de café no ano que vem é de 66,7 milhões de sacas de 60 quilos, superando o recorde de 2018, quando foram colhidas 62,6 milhões de sacas. “Ainda está cedo para projetar, mas essa é a fotografia do momento”, disse nesta quinta-feira, 28, o analista de café do banco, Guilherme Morya.
Das 66,7 milhões de sacas esperadas, café robusta deve ter maior incremento, com 20,8 milhões de sacas, ante 16,7 milhões de sacas em 2018, ano de bienalidade positiva.
Já o arábica deve repetir a produção de dois anos antes, com 45,9 milhões de sacas. O aumento do volume, conforme Morya, se deve aos bons patamares de preço em 2016 e 2017. “Quem começou a plantar nessa época só consegue produção expressiva mais ou menos agora”, disse.
O analista estima que os preços do café na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) alcancem os 122 centavos de dólar por libra-peso no ano que vem. No início deste mês, a expectativa era de 115 para o próximo ano, patamar que já foi alcançado em novembro de 2019.
Morya credita a alta repentina à atuação de fundos não comerciais, que passaram em pouco tempo de saldo líquido muito vendido para posição líquida praticamente neutra na Bolsa de NY. “Além disso, houve preocupações com o tempo no Brasil e com a qualidade da safra”, afirmou.
Globalmente, embora a expectativa seja de produção expressiva do Brasil, o avanço forte do consumo mundial e a quebra de safra em outros países produtores deve fazer com que o superávit de café ao longo do próximo ano seja mais curto, em torno de 2 milhões de sacas.

Fonte: Notícias Agrícolas
Por Marketing CCM-ULA