No último dia 15, uma delegação representando a indústria de trigo do Estados Unidos visitou o Brasil para avaliar o potencial de aumento da demanda importadora.

A delegação dos EUA, incluiu produtores de trigo e um operador da empresa norte-americana The Andersons, em busca de oportunidades de expandir seus negócios no Brasil, um dos principais importadores de trigo do mundo, sob uma cota de importação brasileira de 750 mil toneladas livre de tarifa para compras fora do Mercosul.

Segundo a US Wheat Associates, grupo que representa a indústria de trigo dos Estados Unidos, busca ficar com 80% da cota de importação de trigo livre de tarifa que será adotada pelo Brasil, disse Vince Peterson, presidente do grupo.

Atualmente, qualquer venda de trigo dos EUA para o Brasil, um dos maiores importadores mundiais do cereal, está sujeita a uma tarifa de importação de 10%, enquanto as vendas argentinas entram sem impostos, uma vez que o país integra o Mercosul. “Isso faz a diferença. Dez por cento em uma commodity de US$ 250 por tonelada é um diferencial bastante significativo para os compradores”, disse Peterson à Reuters, na quarta-feira (17).

Os Estados Unidos são fornecedores de trigo ao Brasil desde os anos 60, quando costumavam vender quantidades muito grandes. Naquela época, lembrou Peterson, o país sul-americano comprava tanto trigo duro (HRW, vermelho duro de inverno) que o produto era conhecido no mercado como “Brazil spec”.

Com a crescente produção da Argentina, associada à vantagem do Mercosul, o país vizinho ficou com o maior mercado. Atualmente, os EUA fornecem cerca de 300 mil a 400 mil toneladas em um ano normal. Isso pode aumentar muito se a safra brasileira ou argentina tiver problemas. O Brasil importa cerca de 6 milhões de toneladas de trigo por ano, aproximadamente metade do seu consumo. Apesar de ser uma potência agrícola, o país carece de áreas suficientes com o clima temperado ideal para o cultivo de trigo.

 Por Marketing CCM-ULA

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